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d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

MACEIÓ-ALagoas 
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OPINIÃO - D'Artagnan Juris - (JFG)

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NOVO TEMPO; VELHA POLÍCIA

Autor: JOILSON FERNANDES DE GOUVEIA*

 

Em 31 de dezembro de 1990 se exauriu definitiva, ostensiva e deliberadamente, talvez para sempre - como fora vaticinado que, a despeito do limiar do terceiro milênio, a Corporação beirava o precipício ou estava a um passo do fim - se foi dito isto na tentativa de conscientizar seus integrantes, para evitar o mercado árabe em que se havia tornado, mas nada sequer fora ouvido ou mudado... Ledo engano: olvidaram ou não entenderam, ou, o quê é pior ainda, se fizeram de desentendidos das artimanhas e dos ardis urdidos, para alçarem vôos céleres atropelando a ordem natural castrense e a dignidade moral e ética ainda existentes. 

No mais da vez, semearam discórdia e imputaram atos e palavras contra o tirano e jamais ditas pelo signatário, que nunca se utilizou do sórdido anonimato e das intrigas, futricas, mexericos e fuxicadas próprias de “candinha” ou dos comensais, que muito aprazia ao pequeno-príncipe, o qual, sobremodo, se julgava adulado, bajulado e idolatrado pelos seus alimárias e serviçais, aos quais chamava-os de meus cardeais. Pasmem, senhores! Suas inspirações emanavam diretamente de deus, segundo o papa (o próprio) – Deus e o Papa minúsculos mesmos e à altura deles.

Muitos se deixaram comprar e vender pelas trintas moedas e traíram princípios seculares da ética e da moral castrenses, espoliaram a corporação e fizeram menoscabo da lei, aviltaram a hierarquia e a disciplina e, mais ainda, se vergaram antes às vergastadas do verdugo tirano e chafurdaram ou sucumbiram no lodaçal. Uns outros se deixaram enganar ou se iludiram com o ingresso de seus primogênitos, colaterais e parentela pelo iníquo atalho de um sórdido caminho sem vicissitudes ou percalço algum, rematando a isonomia. Eis que outros foram premiados com viagens e/ou cursos noutros rincões lhes saciando a ávida sede por polpudas diárias, à época, também chamadas de óbolos do silêncio. No entanto, muitos outros se viram compelidos averbar tempos de serviço e acelerar suas transferências para a inatividade, óbvio que aqueles que puderam disto dispor: dessa ficção; para não se enodoarem e/ou até mesmo se acumpliciarem.

Nesse período nefasto, a despeito do brado forte pela legalidade, moralidade, probidade, transparência e ao devido respeito ao Estado Democrático de Direito que se havia instalado com a nova Carta Cidadã, em pouco menos de dois anos, e dos riscos vividos (ensandecidos para muitos), após exatos 3.650 dias, se percebe que aquelas atitudes do déspota condenado foram tidas, pelos seus próprios fiéis, como nobres, escorreitas e fizeram escola e inúmeros seguidores ou vendilhões ansiosos em galgarem aqueles mesmos atalhos, açodados em precipitados vôos na busca de uma nova hoste ou galardão. Tolos! Como pode haver general sem exército? Inconcebível um exército só de generais. Excedendo chefia sobra anarquia, falta hierarquia e inexiste ética ou mesmo dignidade. Há centenas de chefes e quase nenhum índio. É o mesmo que ser um exército de um homem só ou uma dignidade solitária, como fora dito e escrito outrora – Hoje, mais claramente, se percebe o significado mendaz daquelas dúcteis palavras de uns poucos. Presentemente, há uma situação paradoxal, quanto maior a quantificação maior o absenteísmo face ao neo macrocéfalo a que se submeteu, de nada valeu o escólio sábio do sulista castrense sobre qualificação da força comunitária, em recente conclave. Tem-se coronelato subsumido ao coronelício imposto.

Aliás, mesmo que se complemente de infantes tal exército, estes amargarão atrasados, defasados e irrisórios soldos face ao excesso de contingente. Note-se que, hoje, já há um inexplicável atraso que beira aos dois meses, injustamente. Talvez, nessa hora, se queiram lembrar do Sermão da Montanha, mas, decerto, não haverá o milagre da multiplicação dos pães, posto que Ele fora crucificado há mais de dois milênios. Sua sentença era morrer na cruz, mas os soldados[i] excederam-na em suas odiosas atrocidades, perversidades cruéis e torturas letais... Daí, até hoje, amargarem o fel e o vinagre que deram em lugar da água por Ele pedida. Assim, há um novo milênio, um novo século, um novo tempo e até um novo governo, mas a polícia... “Ah, puliça!” É a velha polícia de seus soldo e soldada, que não são e não dão para nada – que o diga o cidadão mercê da violência e dos assaltos recrudescentes - como dito in Insegurança pública, até quando?[ii]

 

Maceió, 24 de abril de 2001.

*Servidor público militar estadual no posto de TC PM e Bel em Direito pela UFAL.



[i] Termo designativo usado para, genericamente, definir o castrense em geral, v.g., do mais simples ao mais engalanado; do praça du pret ao marechal (centuriões das legiões romanas, aqueles).

[ii] Artigo do mesmo Autor, editado em http://djuris.hypermart.net