Make your own free website on Tripod.com

PUBLICIDADE:

d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

MACEIÓ-ALagoas 
BRASIL

doutrina:

diversos:

ANUNCIE

DOUTRINA

E-BOOKS

ENViar TEXTO

LINKS

OPINIÃO

PARCEIROS

POEMAS

PRÊMIOS

RÁDIO 

RECOMENDE

UT. PÚBLICA

refletir

.::CONTATO::.

Clique na figura abaixo e fale conosco.

.::NOTÍCIAS::.

 

.::CADASTRO::.

Clique aqui para receber os nossos boletins mensais. CADASTRE-SE!

ENQUETES

Você gostou do novo visual deste Site?
Sim
Não
Votar
resultado parcial...

Você apóia a guerra que os EUA querem promover?
Não
Sim
Não sei
Votar
resultado parcial...

<< VOLTAR

.:: IMPRIMIR ::.

.:: AJUDA ::.

OPINIÃO - D'Artagnan Juris - (JFG)

Contador de visitas

TOLERÂNCIA E CIVILIDADE

Autor: JOILSON FERNANDES DE GOUVEIA

 

Senhor editor, bom-dia!

Na qualidade de cidadão maceioense, servidor público militar estadual, assinante e assíduo leitor desse brioso matutino, mais uma vez, dirijo-me a esse O Jornal, para expressar minha admiração e manifestar encômios pela postura ética, profissional, imparcial e justa com que se tem mantido ante aos mais diversos fatos da conjuntura atual, mormente em louvar o perfeito editorial de hoje: TOLERÂNCIA e CIVILIDADE. Meus parabéns!

Perseverem sem conjurar nunca e mantenham-se sempre voltados à narrativa da realidade dos fatos e sem coonestar ou desvirtuar seus acontecimentos. Esse é e deve ser sempre o papel ético dos órgãos formadores da opinião pública: informar a realidade dos fatos, sem alardes e estardalhaços ou mesmo diatribes infundadas.

Assim, como não se pode e nem se deve condenar ninguém sem provas comprovadamente irreprocháveis, também não se pode desmerecer qualquer órgão ou instituição pela falha ou imprudência de qualquer preposto, porquanto detentor da falibilidade inerente ao próprio ser humano. Sem querer fazer apologia às falhas, erros e incompetência dos imprudentes, imperitos ou negligentes ou mesmo despreparados prepostos ou desqualificados profissionais, claro!

A constituição assegura direitos e prescreve deveres aos cidadãos e profissionais, é bem verdade, mas a responsabilidade objetiva de cada qual se exaure aos liames legais nela contidos. Contudo, é imperioso que se respeitem aos limites da licitude. A liberdade ou o direito de cada um cessa onde começa o de outrem. Há limites tanto ao público quanto ao privado. Logo, o dever de determinado profissional não pode sobrepujar e desrespeitar ao direito de quem quer que seja, mormente de ter preservado sua imagem e privacidade, ou ainda, até mesmo de silenciar ou mentir em sua defesa própria.

Imagine-se determinado preposto arvorado em seu suposto e pretenso dever profissional, queira prender alguém que não seja em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judicial ou mesmo penetrar o lar de alguém sem o devido mandado de prisão ou ordem judicial? Imagine-se o mesmo quando se insiste em gravar voz ou imagem de alguém e este não deseja ou não autoriza isto? Por sua vez, o uso da imagem, voz ou texto por determinados órgãos lhes rende capital com a venda destes, e, no entanto, aos seus personagens e/ou protagonistas? Dir-se-ia: há o direito de resposta. Tudo bem. Mas nunca será igual ao anteriormente divulgado. É aí que entra a deontologia de cada preposto e/ou profissional, sem ideologias, interesses escusos ou parcialidade.

Portanto, a sociedade espera que cada um cumpra seu papel e assuma seus erros com responsabilidade, na exata medida do excesso cometido, cuja autoria restará demonstrada com a devida apuração regular da falta, dês que lhes assegurado o contraditório e a ampla defesa com todos os meios e recursos inerentes ao devido processo legal: due process of law, existente no Estado Democrático de Direito.

As imagens editadas por dado órgão televisivo, apenas mostraram a insistente e tenaz determinação pessoal de um dos ditos seguranças em evitar gravações de imagens ou sons, daí dizer-se que houve grosseria ou agressão por parte dele ou da autoridade a que servia é coonestar os fatos. Se houve excessos ou agressões que sejam apurados e responsabilizados sua autoria e materialidade, com imparcialidade, eqüidade e justiça, sobretudo sem alardes tendenciosos ou suspeitos, mas com ética acima de tudo e de todos, deontologicamente falando, para o bem e o futuro de Alagoas.

Maceió, 26 de janeiro de 2001.

Joilson Gouveia – publicado no O Jornal de 27.01.2001.