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d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

MACEIÓ-ALagoas 
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SÍLVIO VIANNA E O DIA DO SERVIDOR PÚBLICO

Autor: OMAR COÊLHO DE MELLO

Hoje, 28 de outubro, comemora-se o Dia do Servidor Público, dia daquele que tem o múnus de fazer a máquina estatal andar, servindo ao público e não dele se servindo.

Em épocas passadas, os servidores públicos, já tiveram seus dias de glória, respeitavam-se e eram respeitados. Afinal, era o sonho de todos: ser servidor público! Representava status, honra e dignidade.

Era... será?

A administração pública mal gerida, fruto das péssimas escolhas eleitorais, alimentada por uma onda desenfreada de corrupção, disseminada em todos os níveis de poder, são as principais causas para tamanho desprestígio. Alie-se a isto, o fato de que governantes inescrupulosos, com fins meramente eleitoreiros, abarrotaram as repartições públicas, desprestigiando o saber e a competência, enaltecendo o conchavo, o apadrinhamento e o número de votos de cada indicação.

Concomitantemente, a população sem saúde, sem educação, sem emprego, sem opção, encantava-se, e continua encantando-se, com discursos fantasiosos, falsas promessas e salvadores da pátria. Não chegaremos a lugar algum, enquanto não entendermos que não se muda estrutura tão sólida, pois nada mais sólido neste país do que a corrupção, enquanto não mudarmos a mentalidade dos homens que nos governam, não punirmos exemplarmente os corruptos e corruptores e acabarmos definitivamente com a impunidade.

Impunidade, por sua vez, que enoja os homens de bem, que os acua por temer os truculentos e poderosos. Impunidade que, muitas vezes, acovarda o cidadão de exercer seu direito, porque poderá sofrer graves conseqüências caso ouse afrontar deputados, governantes, magistrados, policiais, promotores, procuradores, fiscais, usineiros, ricos empresários e tantos outros insignes (ficantes) integrantes de nossa sociedade, que se escudam em seus cargos ou posições para delinqüir.

Graças à impunidade temos crimes não elucidados, homicídios constantes, prostituição – inclusive infantil – campeando, corrupção desenfreada etc.

Quem tem a obrigação de pôr um fim em tudo isto somos nós os servidores públicos! Não temos que navegar conforme os governos! Não temos que aceitar a corrupção, nem nos corromper. Não temos que silenciar. Temos que bradar, denunciar, tornar público, enfrentar, enfim, fazer-nos respeitar. Somente assim teremos o que comemorar.

Entretanto, para nós alagoanos, funcionários públicos, homens de bem, que não comungamos com este estado de coisas, o dia 28 de outubro, Dia do Servidor Público, será sempre o dia em que COVARDES, HIPÓCRITAS, CORRUPTOS, verdadeiros VERMES, ceifaram, de forma sórdida e grotesca, a vida de um cidadão de bem, um alagoano de valor, um servidor público exemplar e destemido, probo e amigo, chamado Sílvio Carlos Luna Vianna, o “xerife da arrecadação”.

Nós, servidores públicos, independentemente dos discursos políticos e de suas vontades, temos o dever e a obrigação de elucidar esse crime, por nossas crianças, que merecem viver em um Estado onde o medo, a corrupção, a impunidade, o desemprego, a fome e a miséria, façam parte do passado, e que pessoas como Sílvio Vianna sejam lembradas por sua índole e probidade. E não pela impunidade que hoje representa.

 

ESTE ARTIGO FOI VETADO PELOS JORNAIS LOCAIS