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d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

MACEIÓ-ALagoas 
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OPINIÃO - D'Artagnan Juris - (ZAF)

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REARMAMENTO MORAL, ESSE É O CAMINHO

Autor: ZÁGNA DE ARAÚJO FORTES

 

Correntes diversas têm procurado diagnosticar o mal de que sofre a sociedade moderna.São várias as atribuições, muitas salientam o fator econômico, com todas as suas ramificações como causador do mal estar generalizado, o remédio, dizem, seria uma melhor distribuição da riqueza. Outros crêem, que com o avanço tecnológico das massas, o homem moderno seria capaz de criar uma sociedade ideal, esquecendo-se estes de que a ciência é uma arma de dois gumes: tanto edifica quanto destrói. No entanto, em meio a tantos fatores, explicações é inevitável um dos sintomas mais flagrantes: a ausência desenfreada do caráter. Acredito firmemente na eficácia e urgência de uma campanha de rearmamento moral, visando fazer uma modesta contribuição à tarefa da reconstrução do caráter humano sobre bases duradouras.

Ao falarmos de moral, caráter, faz-se mister mencionarmos a justiça, pois “ possuímos” um ordenamento jurídico que tem como finalidade regular o homem, ou melhor, regrar a conduta humana. Entretanto, como nos preservarmos justos e confiarmos na lei, quando os primeiros que se recusam a ouvir a voz da justiça são os mesmos que nos apresentam a ela? É difícil combater um vício com outro vício pior e chamar isto de justiça ou ainda opor ao mal um mal maior e chamar isto de lei. Falar de justiça sem um padrão absoluto de moralidade é o mesmo que falar de direito sem lei que o defina, de ordem sem autoridade que a garanta. Diante disso temos a chance de colocar à prova o nosso verdadeiro sendo de justiça e de equilíbrio moral com a certeza de serem estes permanentes e inovadores, porém, nunca falhos.

A falta de princípios básicos para uma honesta convivência em sociedade gera a desconfiança e o desentendimento. E como combater esta desagradável situação: o drama da opressão do homem pelo homem e da conseqüente revolta do homem contra homem? Vivemos a dinastia da imposição de valores, a obrigação de uma resposta social, todos vivem querendo passar uma imagem que não condiz com a realidade; talvez porque direta ou indiretamente somos influenciados pela covardia e mentira tão presentes em nossa sociedade e se não lutarmos não chegaremos à essência do bem comum e d amoral generalizada.

Numa época em que é popular reclamar os direitos e flautear os deveres, o senso de responsabilidade é tanto mais admirável. Tentemos passar de meros espectadores e protagonistas de uma história que finalizará refletindo concretamente nossos ideais contra a violação daquilo que sabemos ser justos. Vamos viver a experiência do valor singular dos homens que colocam sua coragem e sua idoneidade em contato simultâneo com problemas sociais. Os fatores políticos, econômicos, culturais desempenham seu papel; podem mesmo tornar-se explosivos. Mas o que desencadeia a reação de um homem de vontade.

Não podemos esquecer de que por detrás de nossa moral existe uma valiosa recompensa: a liberdade que deve ser conquistada por luta imensa e defendida sem cessar, é a recompensa dos fortes dos capazes. “Ninguém é livre se não merece ser livre, a liberdade não é nem de fato, nem de direito, é recompensa”.

Deixar-nos esgotar pela concorrência desleal pelo automatismo, que caracterizam inegavelmente os tempos modernos, é reduzirmos a indisposição de agir com presteza e coragem. Os grandes acontecimentos ocorrem quando às circunstâncias propícias, fruto de longa e silenciosa gestação, aliam-se à vontade resoluta de uma grande personalidade. “No homem que alcançou elevado grau de disciplina própria realizará a síntese maravilhosa das vontade e da lei”. Seu caráter, sua conduta não é restringida pela lei porque com ela se identificou, o indivíduo não faz isto ou aquilo não porque não pode, mas porque não quer, por isso é que a lei não é feita para os justos e sim para os injustos. Então para seguirmos o verdadeiro caminho, nos empolguemos na maior de todas as aventuras: a aventura da reconstrução moral do homem.