Make your own free website on Tripod.com

PUBLICIDADE:

d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

MACEIÓ-ALagoas 
BRASIL

doutrina:

diversos:

ANUNCIE

DOUTRINA

E-BOOKS

ENViar TEXTO

LINKS

OPINIÃO

PARCEIROS

POEMAS

PRÊMIOS

RÁDIO 

RECOMENDE

UT. PÚBLICA

refletir

.::CONTATO::.

Clique na figura abaixo e fale conosco.

.::NOTÍCIAS::.

 

.::CADASTRO::.

Clique aqui para receber os nossos boletins mensais. CADASTRE-SE!

ENQUETES

Você gostou do novo visual deste Site?
Sim
Não
Votar
resultado parcial...

Você apóia a guerra que os EUA querem promover?
Não
Sim
Não sei
Votar
resultado parcial...

<< VOLTAR

.:: IMPRIMIR ::.

.:: AJUDA ::.

OPINIÃO - D'Artagnan Juris - (JFG)

Contador de visitas

NÃO AS ARMAS II

Autor: JOILSON FERNANDES DE GOUVEIA*

 

Prezado editor, saudações humanísticas!

Ciente do perfil de O Jornal e de sua luta incansável em defesa desse sofrido País, mormente em prol da educação, da saúde e da segurança dos cidadãos maceioenses, alagoanos e brasileiros em geral, mais ainda, pelo profícuo trabalho desse matutino com vistas ao bem-estar social, sei que não se furtarás em contrapor-se ao forte lobby dos fabricantes de armas, para tentar evitar a aprovação do nefasto projeto de lei em tramitação lá no Congresso Nacional, que permitirá o comércio, a fabricação, o uso e o porte de armas nessa Nação, esclarecendo à população sobre o mister.

É preciso dizer NÃO ÀS ARMAS E ACABAR DE VEZ COM ESSE MAL QUE AFLIGE E MATA A POPULAÇÃO BRASILEIRA.

A arma de fogo é a 2.ª maior causa mortis de cidadãos entre 16 e 40 anos de idade, devido ao livre comércio, fabricação, uso e porte legal ou ilegal não importa, ela mata e não há como controlar esse mal se não extirpá-lo pela raiz: PROIBINDO-SE TUDO. É PRECISO DAR UM BASTA NISSO, E JÁ!

O Brasil é, essencial, histórica e constitucionalmente, uma Nação antibeligerante, então como justificar a existência de mais de quatro fábricas de armas de fogo ou indústrias afins, em nosso País? Vai-se fechar essas fábricas e causar um problema social aos seus trabalhadores, empresários e respetivos familiares? Não, lógico que não!

É bastante dá-se um prazo para que elas mudem suas linhas de produção para outros fins que não o bélico, com o incentivo e subsídios do governo federal e dos estados em que estão situadas tais fábricas, determinar a proibição de sua fabricação, comércio, uso, porte legal ou ilegal, implementar uma campanha educativa nacional para desarmamento geral, com uma operação de busca e apreensão determinada pela justiça e realizada pelas polícias civil e militar, nos estados, e nas fronteiras, portos e aeroportos pelas forças federais. Acabando de uma vez com esse mal que ceifa a vida quando não causa lesões permanentes e irremediáveis, no caso dos paraplégicos e tetraplégicos vítimas de armas de fogo, que são maiores que os de vítimas do trânsito.

As duas maiores causas de mortandade dos brasileiros são: a) ARMAS DE FOGO e b)TRÂNSITO(EXCESSO DE VELOCIDADE e EMBRIAGUEZ AO VOLANTE). Ora, é simples de resolver? Sim. Se houver vontade e coragem políticas.

Ademais, se, comprovadamente, é a bebida e o excesso de velocidade que causam acidentes fatais a criminalização destas só age nos efeitos e não na causa, assim como no caso das armas de fogo. Logo, bastante seria inibir e coibir as causas para não haver os efeitos.

Vale dizer: fabricar os veículos com a velocidade máxima permitida pelo próprio CTB; proibir o comércio de bebidas alcoólicas, mormente nas estradas e rodovias e, principalmente, proibir e fechar as fábricas de armas de fogo do país.

Sendo bastante dar-lhes um prazo para modificarem suas finalidades com vistas à venda de seus produtos, para evitar um problema social. Ou seja: estas passariam a produzir outro bem de consumo que não o bélico.

Todavia, não é a vida humana e muito menos ainda o exorbitante número de mortes que conta ou que interessa aos governos e administração pública, mas sim o quanto se pode arrecadar e espoliar dos usuários e contribuintes, para aumentar mais e mais o bolo da arrecadação; enquanto as estradas, vias, ruas e rodovias permanecem péssimas, inseguras, esburacadas, intransitáveis e sem nenhuma sinalização, orientação, segurança ou conforto aos seus usuários. Esta é a nossa dura e cruel realidade, por isso e contra isso é preciso dar um basta. É PRECISO DIZER NÃO ÀS ARMAS, SEU COMÉRCIO, USO E PORTE, E JÁ!

E, ao depois, também desarmar as polícias, como no Japão, Inglaterra, Suécia, Suíça, Dinamarca e outros países em que a vida humana é o bem maior. Isso sim é CIDADANIA.

Assim, certos de contar com sua força e luta nesse fim, subscrevo-me agradecido.

*Bel em Direito e Servidor Público Militar Estadual, no posto de Ten. Cel PM