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d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

MACEIÓ-ALagoas 
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OPINIÃO - D'Artagnan Juris - (JFG)

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DESVAIRADAS E INFUNDADAS DIATRIBES PELO PODER

Autor: JOILSON FERNANDES DE GOUVEIA*

 

O retorno do horário político eleitoral gratuito foi de causar espécie a qualquer cidadão maceioense, alagoano ou brasileiro, independente de sua predileção político-partidária e desde que ele detenha um mínimo de dignidade, sensatez e coerência, mormente quando alguns determinados incautos e inescrupulosos cidadãos e candangos tentaram, e ainda tentam, atribuir responsabilidade e autoria ao Poder Público Municipal pelo trágico, catastrófico e fatídico episódio que incendeu, na última sexta-feira, destruindo completamente uma unidade comercial no centro da cidade.

De fato, essa fatalidade foi noticiada e mostrada ao vivo a todos e, ao depois, se viu pelo noticiário televisivo das diversas emissoras, e com detalhes, o inimaginável e lamentável espetáculo dantesco, o verdadeiro inferno, o caos.

Ainda assim, movidos pela solidariedade altruística, muitos acorreram ao local, desde transeuntes curiosos, populares voluntários, policiais-militares de serviço ou não, guardas municipais, vigilantes, brigadas-do-fogo da própria loja de departamentos sinistrada, repórteres, radialistas, jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e, principalmente, os bombeiros(apesar de poucos, desequipados e com uniformes impróprios ou mesmo sem, e até mesmo mangueiras obsoletas e furadas) os quais detinham conhecimentos técnicos, o denodo e o dever legal de debelarem as inflamadas, rebeldes e cruéis chamas que devoravam aquele magazine e que, também, punham em estado de iminente perigo às demais lojas contíguas, o que era mais grave ainda, devido à intensidade dos ventos.

Mas, graças aos céus, os danos restaram apenas aos aspectos materiais, não houve nenhuma vítima fatal, deixando claro que a prevenção ainda é a melhor segurança e não deve ser olvidada, a despeito de cara, porém necessária.

Entrementes, enquanto ali, muitos colaboradores buscavam extinguir o sinistro espetáculo, num combate desigual e desumano, outros até se deliciavam, torciam e se compraziam com as terríveis e grotescas cenas ao ponto de usarem-nas no programa eleitoral, inclusive com tomadas ao vivo, numa demonstração inconteste da insensibilidade humana e da abjeta falta de respeito pela luta desesperada daqueles poucos heróis ali presentes. Ora, já que não se dispunham a ajudar a debelar as chamas, então que não atrapalhassem e dali se afastassem.

Todavia, por dois dias consecutivos, foram mostradas tais cenas com depoimentos estapafúrdios de pessoas laicas e ignorantes que, irresponsavelmente, imputaram responsabilidade à Prefeitura de Maceió pela falta d’água na rede de hidrantes(como se os serviços de água e esgotos fossem de sua alçada), pelos furos nas mangueiras usadas pelos bombeiros(como se tais mangueiras e os bombeiros fossem da esfera municipal) e, também, pela falta de pessoal suficiente, de viaturas e de equipamentos adequados ao mister operacional de prevenção, combate e extinção de incêndio – é certo de que deveriam ser, assim como a própria segurança pública; um dia serão!

Contudo, é ressabido e notório que grassaram erro crasso com tais imputações, porquanto tentaram coonestar tudo isto por causa de uma determinada taxa de incêndio(que existe desde 1982, por lei), mas que somente agora fora implantada devido ao convênio entre o Município e àquela Corporação, para que o contribuinte pudesse paga-la durante o pagamento do IPTU(imposto municipal), i.e., ao pagar o IPTU também pagasse a taxa estadual de incêndio, que é gerida pelo próprio CBM, como asseverou aquele comandante quando de entrevista numa emissora de TV local. Ressalte-se que, a bem da verdade, essa taxa de incêndio, a despeito de contida no carnê do IPTU, não é recolhida ao cofres municipais e nada tem a ver com a órbita municipal, o que torna leviana a imputação de malversação ou de desvio de mais R$ 300.000,00 pela Administração Municipal, se é que houve, realmente, o aduzido desvio da referida verba, como fora afirmado em tais programas.

Resta claro, portanto, o uso de um expediente temerário que demonstra bem o título do texto. Note-se o que não se é capaz de fazer na corrida pelo efêmero e fugaz poder. Seria hilário se não fosse trágico, lamentável e soez! Pense-se nisso, meus caros colegas munícipes, e reflitam, pois em vossas mãos está o destino de nossa querida Maceió!

 

Maceió, 12 de outubro de 2000.

*Servidor público militar estadual no posto de Ten. Cel PM e Bel em Direito pela UFAL.