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d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

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OPINIÃO - D'Artagnan Juris - (JFG)

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CRISE DE ENERGIA OU MAIS UM ENGODO (?)

Autor:JOILSON FERNANDES DE GOUVEIA

O alarido tem sido um só, não se fala noutra celeuma senão sobre o estardalhaço paranóico da hora: os “apagões” ou dos mirabolantes planos do governo, para reduzir desperdícios no consumo de energia da nação – se fosse (a) pagãos talvez um padre resolvesse tudo, batizando-o. Mas a mídia global diz que é séria e caótica a situação (?). Tem-se noticiado, litteris: "Desencontros na definição da política de racionamento. No Rio, o ministro da Fazenda Pedro Malan reconheceu, pela primeira vez, que houve falha do governo na questão da crise de energia. Mas, quem sempre responde e paga pelos erros desse governo que aí está? Ora, o povo. O sofrido, o pacato, o ordeiro, o coitado e espoliado do contribuinte. Ou não?. “(...) racionamento tem data marcada mas hoje os secretários estaduais, reunidos em Fortaleza, mostraram que ainda têm muitas dúvidas. O representante de São Paulo, por exemplo, pediu o adiamento do início dos cortes. Veja na reportagem de Rodrigo Vianna”. É o verdadeiro e legítimo samba do crioulo doido.

Na verdade, tudo isso denota ser mais um pretexto e/ou especulação, para inúmeras empresas lucrarem com a "crise". Se a coisa fosse séria, FHC ficaria surpreso (também, como saber das coisas do Brasil se só vive viajando)?. Para evitar tais apagões é bastante desligar a iluminação pública do Norte, Nordeste e Sudeste, mormente da área litorânea dessas regiões, às 04:50 horas da manhã e acendê-la um pouquinho mais tarde, às 18:15 horas, reduzir à metade da iluminação pública das avenidas, ruas, praças, praias, quadras de esportes e campos de futebol, áreas de lazer e etc. – Para quê povo com lazer(?), bem como, também, desligar a todos os holofotes que iluminam os monumentos turísticos às 20:00 e a iluminação dos milhares de prédios públicos ao término do expediente, e pronto. Daí se terá uma economia imensurável e sem necessidade de apagão algum. Mandem calcular a economia dessas simples medidas, sim?

Mas se o intuito for aumentar o lucro e a rentabilidade de alguns negócios como os de geradores de energias portáteis, a gás ou a diesel, aquecedores e fornos a gás e de kits, bem... "Você já comprou o seu kit apagão? Em São Paulo, a procura por pilhas, velas, lanternas e até lampiões aumentou neste mês. Veja na reportagem de Luciane Bacellar" – Há lâmpadas que custam mais caro, mas economizam mais de 35% de kilowats/h, dizem. Ora, para quê lâmpada se, como cogitado, não se terá energia? Aí a estória é outra. ou não? E, mais ainda, como sobre-taxar ou majorar algo que ele não fornece e que o consumidor já paga caro para tê-la, pessimamente, das concessionárias (empresas que ele vendeu a peso de banana, por falar nisso; onde o arrecadado com tais vendas?). Será que somos nós, o povo brasileiro, os responsáveis e culpados pela crise, para sofrermos até com o corte de energia? Por isso, se nos antolha ser uma estratégia sórdida, mas pífia, para desviar a atenção da cassação dos dois violadores do painel eletrônico e do caso Banpará e outros casos: Sudam, Sudene, etc. Não seria esta a intenção dessa crise ou dos partidos da ética (PSDB+PMDB+PFL) responsáveis por ela: os mesmos que vêm espoliando a nação, após a "redemocratização"?. Será que foi para isso que os nossos desaparecidos políticos lutaram e deram suas vidas? De cujo movimento político esse ex-professor participou e mandou-nos esquecer. Será?

Inobstante haver um certo sentido nas assertivas dos experientes engenheiros eletroeletrônicos sobre essa tal crise de energia (por culpa do descaso do governo, como admitido pelo Pedro Malan (dro) do FMI, gostaria de agregar nossa ilação e solicitar-lhes um pequena reflexão sobre o mister, a saber:

a) primeiramente, nossa carta cidadã estabelece em seu parágrafo único:"todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição". Note-se que o poder é do povo que elege os seus representantes. Mas é importante destacar que não lhes outorgamos nenhuma procuração para espoliarem, aviltarem e saquearem ao erário em nosso nome e mentirem insolentemente para toda a nação, nos chamando a todos nós de palhaços.

Ademais, desde que esse tal de FHC se instalou no poder que o cidadão brasileiro é quem amarga e assume o ônus de suas teorias sociológicas: disse-nos para esquecer que fora professor, no início. Depois, com o Real, falou: “já há frango e banana na mesa do brasileiro... E nos chamou de vagabundos e etc. Criou o PROER para socorrer seus amigos milionários banqueiros dos bancos Nacional, Econômico, Marka, Fonte Cindam, Pactual (Salvatore Cacciola X Chico Lopes) do Banpará, da Sudam, da Sudene, do Sivam, do EJ e etc. e tal. E aí, tem alguém preso ou recuperaram o montante do dinheiro desviado ou seqüestraram seus bens? Onde estão os “sete anões do orçamento”, devolveram o que ganharam na loteria? Cadê o dinheiro do TRT (do lalau e do Estevão)? Com todo esse dinheiro não daria para investir no setor e evitar toda e qualquer crise? Quanto se gastou na "festa dos 500 anos" com uma caravela que não saiu do porto e na exposição do stand do Brasil, na Alemanha? Que Nação é esta que prende meros ladrões de galinha e premia com a imunidade (imundície e impunidade) os verdadeiros ladrões? Isto é só para lembrar alguns casos e, mesmo assim, porque foram noticiados. E o quê dizer dos outros que ainda não se sabe, i.e, dos casos que estão encobertos pelo manto da ética do governo ainda, hein!?

b) segundamente: o grave erro está aí, ou seja, o povo até que os elegem e os põem lá, para serem nosso legítimos representantes, mas esse mesmo povo não tem poderes (apesar de se dizer que há um poder - todo o poder que emana dele mesmo) de os expulsarem de lá, de cassá-los e pô-los na cadeia, não há nenhuma forma que dependa diretamente do povo de expurgá-los de lá e de pô-los na cadeia. Notem que há um processo (diga-se protelatório, para esfriar o clamor da opinião pública) onde os seus pares (deles mesmos) os julgam e, ainda assim, se a coisa aperta, de pronto, é-lhes assegurado uma renúncia e tudo morre ali e ninguém mais fala nisso, como se nada tivesse acontecido. Logo é substituído por um ilustre desconhecido e que o povo não escolheu.

Vejam se não foi isso que fizeram com a SUDAM e a SUDENE, extinguiram ou mudaram suas nomenclaturas e ficou tudo por isso mesmo. É ou não é um lindo final feliz e um grande prêmio maior ao vil vilão? Ou não? Onde o poder de defensores do povo, que é dado por lei, aos mais diversos procuradores e dos promotores de justiça? Percebam, pois, que o juiz só poderá fazer algo se o caso lhe chegar às mãos por petição ou queixa ou denúncia de alguém do povo que os denuncie. Não é, deveras, muita cômoda a situação desses senhores, mesmo ante a notitia criminis, se alguém do povo não firmar nada e provar aquilo que todo mundo já sabe pela mídia, eles permanecem incólumes e poderosos e cada dia mais ricos. É que, oficialmente, não me chegou nada às mãos, dizem. E quando chega haja mora, demora e morosidade até a prescrição ou caducidade ou mesmo absolvição, vejam o caso do Najhi Najas e, agora, o de Sérgio Nayas.

c) Finalmente: Procurem lembrar ou pesquisar quem são os nossos parlamentares congressistas e vejam se não é a imensa maioria deles e notem há quanto tempo estão lá, desde quando e como chegaram lá. É incrível! Mas são os mesmos há mais de quatro, cinco ou seis décadas. E procurem saber quanto é que a Nação gasta com esse senhores semideuses? – São mais de 500 aquinhoados de gordos salários e infindáveis mordomias. Sair de lá, só por morte. São vitalícios e perenes como no judiciário. E, quando saírem de lá, se saírem, passam o cetro aos seus primogênitos ou parentela, no caso sempre a um Júnior e que o povo sequer o escolheu. Percebam.

Isto posto, como pode o administrado (o sofrido e espoliado povo) responder pela irresponsabilidade, incúria e a desídia desses ditos administradores da nação? (deste governo que aí está e teima em ficar, para isso não há escrúpulo algum em admitir que o faz comprando os dignos representantes do povo, para impedir toda e qualquer apuração contra inúmeros casos de corrupção de seu desgoverno) E, olhem que isso não é novidade, inclusive, até já ensejou renúncia de uns outros parlamentares, num passado recente, lembram? E, coincidência ou não, isso sempre acontece antes de ano eleitoral, eles sempre arrumam um jeitinho de ir buscar mais algum no bolso do mísero, pacato e explorado povo brasileiro, ou estou enganado e vendo coisas?

Por falar nisso, há uma outra coisa: um certo Fernando fez tchum, esse outro Fernando faz tchum, tchum (foi reeleito) com o pobre dinheirinho dos brasileiros e o mesmo do espoliado Erário Nacional. Só falta um outro para fazer o tcham, tcham, tcham (e afundar de vez a Nação). Será que o beira-mar o fará? Só se pode afundar no mar e não na beira. Ou Não?

É isso aí, amigos, isto é apenas um lembrete, pois em 2002: lá vamos nós de novo, totalmente esquecidos disso tudo, motivados pelo dever cívico para um novo pleito (deveria ser ato de picadeiro) renovando esperanças (é disso que vive ou sobrevive o brasileiro) e, mais uma vez, eletronicamente escolher o que já está escolhido. A propósito, os amigos crêem no voto eletrônico, depois do episódio do painel?

Amplexos e saudações castrenses

Maceió – AL., 26 de maio de 2001.

Joilson Gouveia