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d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

MACEIÓ-ALagoas 
BRASIL

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OPINIÃO - D'Artagnan Juris - (JFG)

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COMIDA, PESO, PREÇO E MEDIDA

Autor: JOILSON FERNANDES DE GOUVEIA

 

Todo ser vivo necessita de alimentação, para se manter vivo e forte, mormente para trabalhar, obviamente, se se tratar do ser humano que a própria necessidade compele-o ao trabalho e, por conseguinte, a comer, diariamente, três vezes ao dia ou, ao menos, uma vez por dia, na pior das hipóteses, como soe acontecer com o trabalhador assalariado no sistema dominante: o capitalista. Neste, o trabalhador, para minimizar suas despesas com transportes, otimizar suas horas de trabalho e de sua folga para o almoço, visando economizar seu suado, abundante e grandioso salário-mínimo, onde ele, mais da vez ou habitualmente, se vê obrigado a alimentar-se ou fazer suas refeições em locais próximos ao de seu trabalho ou até mesmo em algum shopping ou área de lazer.

Daí ter recrudescido o mercado do gênero e proliferado o grande comércio dos chamados bares e restaurantes self services, fasts foods lanchonetes e lancheterias ou chamados restaurantes de comidas por quilo, por peso ou do vale quanto pesa. A nossa cidade, a zona central da urbe, principalmente, está repleta desses ditos restaurantes. Bom para o trabalhador que precisa. Melhor ainda para quem gere um desses rentáveis negócios. Explico.

Num desses, você chega, entra, pega uma senha, um prato, talheres e coloca de tudo o que quiser comer. Feito isto, passa numa balança eletrônica e pesa seu almoço. Registrado o peso, ao final de tudo, no caixa já há uma tabela que indica o quanto você irá pagar. Afinal de contas, é mais que justo que pagues o preço pelo que comestes, na exata medida exigida pelo peso da comida no prato ou pelo tamanho de sua fome ou gula e de acordo com seu dinheiro. Tudo muito simples e muito prático, uma maravilha. Coisas da modernidade.

Mas há um porém ou um senão nessa questão, a despeito de o preço não ser tão caro assim – dir-se-ia até que é, razoavelmente, compatível com o espoliado assalariado e seu abundante salário-mínimo. Ora, então qual é o porém? onde o mas da questão?

Respondo: no prato! No prato? Sim, simplesmente, no prato!

Pois é, no prato sim. Qual o peso dele? Quantos verificam, antes comer e pesar sua comida, qual o peso líquido do prato? Ou mesmo se seu peso é e está deduzido do total pesado com a comida? A balança de precisão eletrônica está precisamente aferida e tarada, para deduzir o peso do prato? Quantas gramas, em média, pesa um prato? Se é o peso da comida que corresponde ao preço que se vai pagar por ela, por quê é que os pratos são de louças e não de plásticos ou descartáveis, que nada pesam?

É simples, como não há o hábito por parte do trabalhador e mesmo dos demais usuários desses serviços de sopesar e ou mesmo de conferir esse pequeno detalhe do prato, lá se vão 500 gramas aqui, 0,500Kg ali, 600 a 700 gramas acolá... sem contar o resto que sobra no prato. Você paga a mais pelo que não comeu, ainda que venha a lamber ao prato, literalmente falando.

Em Maceió há o PROCON, onde se poderá reclamar sobre isso, e o IPEM-MAC, para aferir e tarar todas essas precisas balanças eletrônicas e, comprovadamente, constatar se elas estão capacitadas em deduzir o peso dos referidos pratos, para que não haja a possibilidade de lesar mais ainda ao já sofrido e espoliado trabalhador e ao contribuinte, que a tudo pagam nesse nosso País. Será que todas elas estão precisamente aferidas ou estamos sendo lesados?

Maceió, 13.03.2000.