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d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

MACEIÓ-ALagoas 
BRASIL

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OPINIÃO - D'Artagnan Juris - (JFG)

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CIGARROS

Autor: JOILSON FERNANDES DE GOUVEIA

 

Senhor Editor-Chefe,

Antes de tudo quero expressar minha admiração ao brilhante e apropriado editorial "A Souza Cruz e as balas perdidas - o sentimento de repulsa que existe na sociedade contra a indústria de cigarros poderia se estender às fábricas de armas", como é praxe desse O Jornal em seus editoriais, sempre com imparcialidade, serenidade e justiça. Meus parabéns!

A despeito da grande repercussão alcançada pela matéria de O Jornal sobre a inusitada sentença judicial, sem diatribes, estutilóquios ou polêmicas à decisão do douto juízo singular ou até mesmo sair em defesa da suposta maléfica empresa tabagista, mormente por carecer de instrumento legítimo para tal fim: a outorga procuratória. Contudo, tem-se entendimento díspar sobre o mister sentenciado, que se nos antolha improsperável ante aos juízos ad quem e noutras instantias, salvo ledo engano e erro crasso deste signatário.

Entrementes, dando seguimento à linha de raciocínio ínsita na fundada matéria e no editorial, alguns questionamentos vêm à tona, por mera ilação lógica, a saber: a) se o tabaco é o principal causador do câncer pulmonar por que nem todos os fumantes sofrem desse mal?; b) se os males do cigarro são tão graves assim por que os próprios médicos fumam?; c ) se quem fabrica o cigarro é o culpado por todos esses males, como sentenciado, qual seria a responsabilidade dos fornecedores da matéria-prima: o tabaco?; d) os plantadores de fumo serão co-partícipes?; e) se somos vítimas da propaganda veiculada maciçamente na mídia, por sua vez, essas empresas de propagandas, que nos induzem ao vício, serão aliciadoras, indutoras, co-autoras ou co-rés?; f) Se é tão maléfico assim por que se permitir sua propaganda?

Nesse mesmo sentido, sendo ressabido que é a arma de fogo que mais ceifa vidas humanas(homicídios) por que seus fabricantes não são responsabilizados por tal e tais crimes? E por que se fabricam e se vendem tantas armas no Brasil? Note-se que quase não há propaganda dessas armas letais; no entanto, sabemos do resultado nefasto delas e de seu uso... De lembrar que nosso País tem índole anti-beligerante, mas há umas quatro fábricas de armas e munições. Imagine-se não fôssemos contra as atividades bélicas!? Proibí-las jamais! Criminalização do porte ilegal e/ou suspensão de porte resolve esse mal? Para eles, sim!

Dando seguimento, será que as fábricas de bebidas alcoólicas também serão devidamente responsabilizadas pelos comprovados males que causam aos seus usuários ou terão apenas advertências, restrições ou proibições às suas respetivas propagandas na mídia brasileira?

Sendo a velocidade máxima permitida, em estradas e vias de trânsito rápido; de até 110 Km/h(cento e dez quilômetros por hora) por que os veículos são fabricados com até 250 ou 300 HP de potência em seus motores?

Aliás, é ressabido e notório que, estatisticamente e segundo a ABDETRAN(Associação brasileira dos DETRAN do Brasil), são os excessos de velocidade e do uso de bebida alcoólica que matam mais brasileiros e os mutilam que a própria guerra do Vietnã ou de qualquer uma guerra civil, anualmente.

Será que essas outras fábricas e suas propagandas são menos perniciosas e menos letais que às de cigarro? Até quando a vida humana será mero dado estatístico?

Maceió, 30 de junho de 2000.

Joilson Gouveia – fumante há mais 30 anos, servidor público militar estadual no posto de Ten. Cel PM e Bel Direito pela UFAL