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d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

MACEIÓ-ALagoas 
BRASIL

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OPINIÃO - D'Artagnan Juris - (ASC)

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AS LUVAS E AS MÃOS

Autor:ADRIANO SOARES DA COSTA*

 

Recentemente, em razão dos problemas financeiros do Estado de Alagoas, houve a necessidade de se tomar uma medida administrativa amarga, porém necessária, para garantir o pagamento de todos os servidores, independentemente das faixas salariais em que se encontravam. Embora houvesse cortes, em razão da exaustão de recursos para o pagamento integral, o certo é que 78% dos servidores públicos receberam de modo pleno a sua remuneração, pois que estavam nas faixas que compreendiam até o salário de R$ 1.000,00. É evidente que a medida não tinha suporte jurídico, mas tinha imposição financeira: a debilidade das finanças do Estado, esmagado com o pagamento da dívida com a União e com a redução dos valores repassados pelo Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Embora a minoria dos servidores públicos tivesse sofrido a limitação temporária dos seus salários, e em que pese a reação contundente de alguns segmentos, o certo porém é que, mesmo entre aqueles alcançados pela medida administrativa, houve uma compreensão da gravidade do momento e da boa-fé do Governo na condução da crise. Todavia, houve reações forjadas, não representativas, mas feitas com grande alarde e barulho. Na Polícia Militar, por exemplo, houve quem quisesse falar em nome de toda a corporação, sem mandato outorgado, pregando a insubordinação e o aquartelamento. Além da quebra desbragada da hierarquia e da disciplina, em ataque frontal ao Chefe do Executivo, tais pseudo-lideranças cumpriam um desserviço à convivência democrática, além de cumprirem um papel político inconfessável. Como bem colocou, em carta histórica a esse O JORNAL, o Tenente Coronel Joilson Gouveia, figuras silenciosas em tempos tortuosos de espoliação do erário e desrespeito aos servidores foram os mais indignados ao bradarem. As luvas das quatro mãos que transformaram uma dívida mobiliária de trezentos milhões numa soma aberrante de mais de dois e meio bilhões de reais.

A quem servem esses senhores? À democracia, aos servidores, aos policiais militares? Ou servem ao velho, às forças políticas do passado, aos quais serviram (e dos quais se serviram) e que levaram o Estado de Alagoas à bancarrota? Essa é uma questão que se impõe, para que se evitem certas falsas marolas de insubordinação, que são irreais e frutos de factóides e boataria (aliás, de boataria canalha e mentirosa o nosso meio político está cheio, como forma de desqualificar moralmente os adversários). As tropas hoje não se deixam enganar; sabem da realidade do Estado. Sabem que defendem a sociedade, não a têm como refém: nem o povo, nem o Governo. As armas que usam são para o bem coletivo, para a defesa pronta e efetiva da sociedade, mesmo que em momentos de crise. Aliás, sobretudo em momentos de crise. A credibilidade e correção dos atos do Governo justificam todo o esforço de superação das dificuldade.

O Tenente Coronel Joilson Gouveia é um exemplo para os alagoanos. Não calou, não se omitiu, insurgiu-se contra as falsas lideranças, colocou a questão no lugar correto. Demonstrou a existência de uma postura meramente política dos "insubordinados", e defendeu, com clareza, a posição da maioria dos policiais. Nesse particular, enquanto membro do Governo do Estado, declaro minha confiança na Polícia Militar do Estado, que tem militares do quilate do oficial referido, e que tem no Coronel Ronaldo dos Santos o discernimento de que é preciso mudar, aproximar a PMAL da cidadania e valorizar não os carreiristas, mas aqueles militares que dignificam a farda que vergam. Esse é o presente; o futuro será ainda melhor.


*Adriano Soares da Costa é Secretário de Estado.