Make your own free website on Tripod.com

PUBLICIDADE:

d'artagnan juris

Ano III - Nº 28 janeiro 2002.

MACEIÓ-ALagoas 
BRASIL

doutrina:

diversos:

ANUNCIE

DOUTRINA

E-BOOKS

ENViar TEXTO

LINKS

OPINIÃO

PARCEIROS

POEMAS

PRÊMIOS

RÁDIO 

RECOMENDE

UT. PÚBLICA

refletir

.::CONTATO::.

Clique na figura abaixo e fale conosco.

.::NOTÍCIAS::.

 

.::CADASTRO::.

Clique aqui para receber os nossos boletins mensais. CADASTRE-SE!

ENQUETES

Você gostou do novo visual deste Site?
Sim
Não
Votar
resultado parcial...

Você apóia a guerra que os EUA querem promover?
Não
Sim
Não sei
Votar
resultado parcial...

<< VOLTAR

.:: IMPRIMIR ::.

.:: AJUDA ::.

OPINIÃO - D'Artagnan Juris - (JFG)

Contador de visitas

"AGITADOR"*

Autor:JOILSON FERNANDES DE GOUVEIA

 

Caro editor Plínio Lins, saudações castrenses!

Esperando contar com o obsequioso apoio de sempre e, desta feita, por ter sido adjetivado de agitador em matéria editada nesse matutino, por direito de resposta e objetivando esclarecer à opinião pública, solicito-vos edição deste.

De plano, reputo como descabida, improcedente e inaceitável a pecha de agitador porquanto não andar metido em confusões ou cometendo desordens, consoante aduzido no affair ínsito à matéria editada.

 Agitador coisa nenhuma, muito pelo contrário, in casu, apenas fiz o que era preciso fazer enquanto oficial PM, ou seja, não fui conivente, omisso e servil, à semelhança da matula de apaniguados seguidores do condenado, uma vez que, na qualidade de oficial superior da Corporação e de cidadão, cumpri o meu dever legal, ético e profissional ao denunciar e, principalmente, provar os desmandos havidos á época da nefasta gestão do sentenciado, a despeito da prescrição de alguns crimes, infelizmente, ante a letargia processual de mais de sete anos, ainda assim, diga-se que sequer safou-se da irreprochável denúncia ministerial do Parquet e restou condenado pelo Conselho Especial Castrense. É fato!

Contudo, ainda assim, não se fez justiça, haja vista que há atos eivados de vícios, erros e ilegalidades, praticados pelo ignominioso tirano, surtindo seus efeitos malévolos, o que é lamentável! É imperioso se cumprir à lei para nulificá-los e expurgá-los, pena de impunidade. Doutra banda, se é ressabido que o ato administrativo eivado de vício e erros não gera nenhum direito, é mister indagar: a) se tais denúncias restaram comprovadamente provadas, quais medidas serão adotadas para sanar tais desmandos? b) como fica o caso das mais de 300 submetralhadoras URU, adquiridas e pagas pelo triunvirato militar, em 1993, mas não incluídas na carga da Corporação, e oriundas de uma firma carioca falida em 1982, além dos rádios recpto-transmissores contrabandeados? c) qual o estado da Ação Popular da Cavalaria impetrada perante a Vara da Fazenda Pública pelos partidos políticos e sociedade civil organizada, em abril de 1991? d) como ficam os PM e candidatos preteridos pelos fraudulentos concursos? e) outros PM que foram denunciados e/ou condenados pela prática de crime foram submetidos de ofício aos respetivos conselhos, e agora? f) o erário será ressarcido?

Entrementes, saliente-se que, nessa lutuosa época, fui injusta, arbitrária e ilegalmente punido com prisão disciplinar por conta de tais denúncias, as quais restaram provadas e comprovadas, mas continuo preterido em meus direitos profissionais de ascensão na minha carreira, mormente por ter sido passado para trás por outros oficiais bem mais modernos (de menor posto) e menos antigo que eu, os quais foram guindados ilegalmente pela graçola daquela pretoria castrense e, pela idiossincrasia destes, permanecerei amargando péssimo conceito, graus negativo e baixíssimo que me deixam fora do Quadro de Acesso, por merecimento, à justa promoção a que faço jus. Mas, apesar deste impio percalço, seguirei em frente, sempre de fronte erguida, mãos limpas, índole reta e olhando-os nos olhos, a despeito de baixarem as vistas quando nos cruzamos nas esquinas da vida.

Daí, e por isso mesmo, hoje, não ter o posto de Coronel (como dito pelo O Jornal) – já o seria sim, desde 1996, quando exauri o interstício legal, se não fosse isso – é que estou há quase seis anos no mesmo posto atual: Tenente Coronel PM. Aliás, não é despiciendo dizer que, após tais denúncias, passei a ser perseguido e discriminado pelos simpatizantes do denunciado e somente fora promovido ao posto atual pela justiça, via mandamus, vez que havia quatros anos no posto de Major PM e, também, já preterido pelos abúlicos convivas do déspota. Lamento isto! Mas, paciente, irresignado e tranqüilamente, cônscio do dever legal cumprido, espero remediação, auguro o devido reparo, por ser de direito e justo, claro!

Assim sendo, ciente da acolhida e devida publicação desta, desde já grato, subscrevo-me reiterando as mais efusivas e marciais saudações castrenses.

Maceió, 14 de dezembro de 2000. Joilson Gouveia – Ten. Cel PM (publicada na íntegra seção Cartas do Leitor em O Jornal de Domingo: 17/12)